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sexta-feira, outubro 13, 2006

ESTE POST FOI FEITO POR PANDORA...

Esta é a história da minha Julie.

Um dia quando cheguei ao parque de campismo com a minha família, estava uma cadelinha magra e feia, com cerca de 4 meses, dentro da tenda.
Tinha levado para lá ossos, paus, sapatos, enfim notava-se que “vivia” ali. Não lhe demos muito importância, até porque, se foi embora quando nos viu.
Durante mais dois fins-de-semana lá encontrávamos a “Maria” (era assim que lhe chamavam por ali) tinha sido ali abandonada, e ninguém lhe dava de comer. Então ela roubava.
Seguia-me para todo o lado, parecia uma sombra, e até já tomava conta das nossas coisas.
Uma sexta-feira ao fim do dia quando lá chegámos, já era Outono e chovia muito, estava ela presa a uma corda com cerca de 50cm, no meio da lama e sem um abrigo. Mal se podia mexer.
È claro que, fui logo saber porque motivo ela estava naquelas condições.
A resposta foi:
ELA ROUBA COMIDA AOS CAMPISTAS, POR ISSO VAI SER ABATIDA. JÁ SE CHAMOU O CANIL.
Quase entrei em pânico e tive de convencer os meus pais a ficarmos com ela. Felizmente já tinha conquistado o coração de todos lá em casa, e a resposta foi imediata.
Naquele dia ganhei uma amiga.
No momento em que a desamarrei, ela percebeu logo o que se passava e correu para a tenda com uma felicidade tão grande…
Não sei como transmiti o que sentia naquele momento, mas ela percebeu. Não foram precisas palavras, não sei o que foi, só sei que ela soube naquele momento que passava a ser da família.
Nunca mais saiu do pé de nós, e no Domingo ao fim do dia entrou no carro como se sempre tivesse sido assim.
O tempo passou, ela ficou linda e refilona. Sempre que lá ia, não queria ninguém perto da tenda nem da gaiola dos nossos periquitos.
Era tudo dela. Nós éramos dela, éramos a sua família, não queria ninguém perto de nós, e por nós, daria a sua vida. Tenho a certeza disso, porque nós as duas comunicávamos quase só pelos gestos.
Não sei explicar, mas era como se não houvesse a barreira das raças. Eu fazia um pequeno gesto e ela percebia logo. Ela olhava-me de certa forma e eu entendia o que era.
Foi assim durante 15 anos.

Em 2001 percebemos que a minha Julie tinha um tumor a crescer rapidamente na barriga, e alastrou para as pernas traseiras. Estava surda, via mal, mas o coração estava bem.
Na minha vida as coisas decorrem sempre ao mesmo tempo. A minha mãe também tinha um cancro que lhe estava a roubar a vida, e no dia em que foi internada para não voltar mais, pediu-me que levasse a Julie ao veterinário… (nesta altura eu já não vivia lá em casa, mas a minha mãe nunca me deixou trazer a Julie comigo, pois passou a ser a sua companhia).
Recordar estas coisas doe muito, e estou a molhar o teclado.
A Julie foi eutanasiada numa sexta-feira, dia 11 de Maio de 2001, e a minha mãe faleceu na sexta-feira, dia 18 de Maio de 2001.
Em uma semana perdi as duas.
Mas foram anos bons, e todos nós temos de lembrar as coisas boas.
Eu, e a minha família fomos recompensadas, por termos dado a hipótese da vida àquela cadelinha feia, mas dedicada. Todos ganhámos. Todos, menos quem a deitou fora.
Penso que ela achava que era gente. No Inverno quando estava frio ia buscar uma camisola, que empurrava para cima de nós até lha vestirmos. Ficava toda contente.

História contada por Pandora http://bonecosdepano.blogspot.com/ dona da julie.
Espero que gostem e comentem...

3 comentários:

ARTEMINORCA disse...

História muito tocante. Bem hajas por a divulgares. Muitos beijinhos. Obrigada pela tua presença tão simpátiva e imaginativa no meu blog! Bom fim de semana, beijinhos, Lu

Vera disse...

Parabéns a Pandora, por ter dado todo o carinho a sua Julie, esses bichinhos nos dão só alegrias.Beijocas

Pandora disse...

Mary,Obrigado por teres postado a carta toda. Já enviei as fotos de novo. Espero que consigas postá-las, para poderem vêr a "carinha linda" dela.
Obrigado pelos comentários,só tenho pena de não poder contar todas as coisas que vivemos juntas, pois se assim fosse, este blog não teria espasso para mais nada.
Beijos para todas, e amem , amem muito os vossos animais, para que possam ser dignos deles.